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Mostrando postagens com o rótulo Crônicas

"Amor sem controle"

Eu tinha o controle sobre ela. Ela fazia tudo que eu queria, sem reclamar e por isso eu a adorava. Ficava horas e horas olhando-a, muitas vezes sem piscar, só pra poder ficar perto dela. Ela então começa a falar, e como falava demais, eu não tinha tempo nem para debater ou conversar, só ouvir. O bom era que eu podia dormir e deixá-la "tagarelar" que ela nem se importava. Ela era demais e eu pensava com os meus botões - O que será que ela pensa com os botões dela? - Nosso amor era recíproco e por mais que os meus parentes e amigos a chamassem de quadrada e velha, eu não me "ligava" nisso. Eu ligava ela. Tudo estava perfeito quando, numa tempestade, ela começou a ficar estranha. Não conseguiria se expressar e ficava chuviscando. Eu, com minha esperança verde, a levei ao "médico" e este me disse - Está velha! Compre outra! - Foi duro pra mim perder a minha televisão.

"Abotoou o paletó"

Todos estavam desesperados! Por causa da despedida de solteiro o noivo já estava mais atrasado que a noiva. Sonolento, com muita enxaqueca, ele tenta se arrumar, mas ao ver que seria impossível sozinho, pede auxílio do mordomo. Neste dia, Alfred estava com conjuntivite, ou seja, olhos vermelhos e inchados o que não ajudava muito. Sendo o relógio um inimigo terrível, o noivo leva exatamente uma hora e meia pra se arrumar. O padrinho preocupado vai ter notícias e ao bater na porta é abordado pelo mordomo de olhos vermelhos. “E então? Como estamos?” pergunta apressado e recebe a seguinte resposta “O noivo acaba de abotoar o paletó”. O padrinho olha assustado e pede para que o mordomo repita e este confirma “O noivo abotoou o paletó”. O padrinho sai correndo e chega à igreja com a seguinte notícia “O noivo acaba de falecer!”. A confusão estava formada. Os convidados do noivo choravam e os da noiva iam consolá-los. O pai da noiva dizia “Meu dinheiro não será jogado fora, a igreja e o padr...