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Mostrando postagens com o rótulo Geopolítica

Meu domínio nas Ilhas Coco

Primeiro Não, não sou um descendente de John Clunies-Ross, não pertenço a histórica e controversa família que governou essas ilhas perdidas no meu do Pacífico Sul (na verdade Índico) por mais de 150 anos. Dadas estas explicações, continuemos… Por que estou aqui falando de um lugar tão distante, tão distante que nem mesmo o Google Earth sabe onde fica!!! ? Pronto : agora meus leitores acostumados as minhas pequenas alucinações devem estar pensando que estou aqui a falar de lugares imaginários… Este lugar existe e para acha-ló no GE tem que usar um complemento ao nome, Keeling. O nome oficial do país, se é que podemos chamar de país, é Ilhas Coco (Keeling) . Assim mesmo com parênteses! Já tinha visto um país como nome em parênteses? É assim para diferencia-la das outras ilhas ricas em coqueiros e com nomes pouco criativos. Paremos de preciosismos geográfico e vamos ao que interessa. Essas ilhas, que na prática pertencem a Austrália, terceirizaram seu domínio de origem , ...

SERVOS DA GLEBA

Email de Nelson Ascher a Reinaldo de Azevedo. Para começar, acho ridícula essa afirmação segundo a qual regimes ditatoriais não podem ser comparados entre si, afirmação que se revela especialmente hipócrita quando parte de gente que, há dois meses e pouco, usava 60 vezes por minuto a expressão “proporcionalidade” no contexto da escaramuça de Gaza. Afinal, se é imoral comparar o número de vítimas, então o que conta mesmo é quem é o agressor (o Hamas) e quem o agredido (Israel). Deixando essa história de lado, porém, vale a pena lembrar que mesmo a justiça criminal comum tenta dimensionar comparativamente os crimes e atribuir-lhes penas proporcionais, de modo que, mantido todo o resto igual, quem tenha assassinado duas pessoas merece e recebe pena mais severa do que quem assassinou uma. Descartada a possibilidade de compararmos imperfeitamente coisas imperfeitas num mundo de imperfeições, resta-nos apenas dividir a humanidade entre anjos (que, por definição, não são humanos) e os demais,...

Rússia reabilita o czar Nicolau II

Pode parecer pouco, pode mesmo ser apenas uma trivialidade para alguns, mas no meio da confusão que é a Pseudo-Democracia russa hoje essa notícia é pelo menos um ponto de luz. "O Supremo Tribunal da Rússia acaba de conceder a plena reabilitação do último czar, Nicolau II, e sua família, considerados a partir de agora como vítimas de repressão política bolchevique. A decisão do Supremo Tribunal anula todas as outras anteriores, que negavam a reabilitação da família imperial. Nicolau II fez parte da dinastia dos Romanov, que reinou de 1613 a 1917 na Rússia. Foi com a Revolução Russa que o czar caiu e, em 17 de julho de 1918, foi fuzilado, junto com seus familiares, por um pelotão bolchevique, no porão da casa Ipatiev, em Yekaterimburgo. Essa morte está rodeada de mistério, mas de acordo com a versão oficial, baseada nos arquivos secretos da KGB, em seguida os corpos foram levados para uma mina abandonada. Alguns foram queimados, outros imersos em ácido sulfúrico e depois enterrados ...

O monstro no fundo do abismo

Num artigo publicado em 6 de outubro pela revista STRATFOR, intitulado  A questão alemã , George Friedman despejou um balde de lógica fria sobre os planos americanos para o futuro da OTAN. Parece que a Alemanha está determinada a bloquear o ingresso da Ucrânia e da Geórgia na OTAN. As implicações de longo prazo desta decisão são atordoantes. Friedman explica: “ Uma vez que a OTAN opera na base do consenso, qualquer nação membro pode efetivamente bloquear qualquer candidato a membro da aliança ”. A invasão russa à Geórgia forçou a Alemanha a adotar essa posição. O conflito obrigou os alemães a deixar claro o seu pensamento geopolítico. O que vemos agora, com bastante clareza, é a Alemanha rejeitando a OTAN. Os alemães podem chamar o seu gesto como bem quiserem. Eles estão pensando como alemães. O ataque russo à Geórgia foi uma tacada de mestre, pois redirecionou a sensibilidade política da Alemanha, de uma visão centrada na OTAN, para uma visão centrada na Alemanha. Na Europa, há uma qu...