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Mostrando postagens com o rótulo Existencialismo

O Estrangeiro de Albert Camus

The Cure-Killing An Arab) Albert Camus(1913-1960) foi um escritor, jornalista, dramaturgo e filósofo argelino. Oriundo de uma família pobre, Camus perdeu seu pai com 1 ano de idade e quase não completou sua educação para ajudar sua família trabalhando como tanoeiro. Camus, além de por um tempo militante do Partido Comunista, foi, junto com Sartre, um dos principais intelectuais engajados na resistência francesa ao domínio nazista, caracterizada no trabalho A Peste. Usando como seu principal instrumento o absurdo, sua obra caracteriza a vida humana como uma existência absurda e sem sentido, cabendo a nós dar o seu sentido, o que permite caracterizar sua obra como se não existencialista, classificação que ele rejeitou, pelo menos como muito semelhante ao existencialismo.          

O Jogador de Fiódor Dostoiévski

Fiódor Mikhailovich Dostoiévski(1821-1881) foi um escritor russo. Um dos maiores expoentes da literatura ocidental, foi aclamado pela crítica da sua época. Sua vida pessoal repleta de tragédias, como a culpa que sempre carregou pela morte de seu pai, crises de epilepsia, exílio na Sibéria e vício pelo jogo, fez com que sua obra focasse muito na miséria humana e em doenças morais, físicas e psicológicas abundantes em todos seus personagens. Tratar de maneira tão extensiva da miséria humana e das tentativas de evita-las fez com que ao lado de Kierkegaard , Schopenhauer  e  Nietzsche   seja considerado um dos inspiradores do existencialismo.

Diário de um sedutor de Søren Kierkegaard

   Sør en Aabye Kierkegaard(1813-1855) foi um filosófo e teologo dinamarquês.  Uma obra dele, O Desespero Humano , já foi analisada aqui. Recomendo que dêem uma olhada, até para encontrar uma discrissão mais detalhada do autor e  de sua obra, pois o enfoque agora será diferente. Mesmo tendo recebido uma rígida educação religiosa, na sua juventude Kierkegaard foi um boêmio exemplar, vivendo desregradamente no meio da sociedade de Copenhague da época, de baile em baile. Com essa informação, fica mais fácil entender a construção de Johannes, o dito sedutor do título. O livro se passa, excluindo o prologo, por meio do diário de Johannes ou por cartas que trocou com Cordélia, a sua “vítima”. Para um leitor desatento ou simplesmente desinformado o livro parece trabalho de um dandi, à la Oscar Wilde, mas pode ser um estudo sobre Don Giovanni, um trabalho de Mozart, também se encaixa, essencialmente, como parte da dialética de Kierkegaard quanto a divisão da existência em ...

O Desespero Humano de Søren Kierkegaard

Søren Aabye Kierkegaard(1813-1855) foi um filósofo dinamarquês, sendo até considerado pai do existencialismo, pela sua profunda análise da existência humana e por considerar prioridade a análise do eu no lugar do usual questionamento filósofico sobre a estrutura da natureza e do Todo. Tendo tido uma rígida educação religiosa, sua obra está coberta de uma profunda influência religiosa, chegando mesmo a distinguir o cristão do homem natural, além de ressaltar a fé como princípio fundamental e não a razão, o que é algo muito curioso, considerando que é um filósofo pós-iluminista, e que fez com que seu trabalho não ganhasse relevância considerável e que fosse até mesmo ridicularizado na época. Independentemente da questão religiosa, sua dialética é precisa e tem brilho. O Desespero Humano é um tratado que trata do que o autor considera como uma doença, mas que caracteriza como quase uma “característica” humana, pois além de ser exclusiva de nosso espécie, por termos um grau de evolução ...