Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens com o rótulo Dinamarca

Hamlet e a importância do teatro

Vinganças, frustrações, medos, romances, loucura, fingimento, poder e corrupção. Essas não são palavras suficientes para definir Hamlet. A trágica história do príncipe da Dinamarca foi escrita na chamada “fase sombria” de Shakespeare. Essa fase teve seu início em 1601, quando o conde de Essex – seu amigo e protetor – foi executado por haver conspirado contra a rainha. Com isso, o escritor mergulhou numa angústia profunda. Primeira das quatro tragédias de Shakespearianas- e um dos marcos da dramaturgia mundial - Hamlet é uma peça complexa que aborda vários temas. Talvez um olhar mais desatento não seja capaz de perceber que a fascinante história é um gancho para um infindável debate: A importância do teatro.

Diário de um sedutor de Søren Kierkegaard

   Sør en Aabye Kierkegaard(1813-1855) foi um filosófo e teologo dinamarquês.  Uma obra dele, O Desespero Humano , já foi analisada aqui. Recomendo que dêem uma olhada, até para encontrar uma discrissão mais detalhada do autor e  de sua obra, pois o enfoque agora será diferente. Mesmo tendo recebido uma rígida educação religiosa, na sua juventude Kierkegaard foi um boêmio exemplar, vivendo desregradamente no meio da sociedade de Copenhague da época, de baile em baile. Com essa informação, fica mais fácil entender a construção de Johannes, o dito sedutor do título. O livro se passa, excluindo o prologo, por meio do diário de Johannes ou por cartas que trocou com Cordélia, a sua “vítima”. Para um leitor desatento ou simplesmente desinformado o livro parece trabalho de um dandi, à la Oscar Wilde, mas pode ser um estudo sobre Don Giovanni, um trabalho de Mozart, também se encaixa, essencialmente, como parte da dialética de Kierkegaard quanto a divisão da existência em ...