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Mostrando postagens com o rótulo crítica

A celebração da liberdade - Crítica de HAIR

Uma tribo de Hippies protestando  contra a guerra do Vietnã. Falando dessa maneira até dá a impressão de que o enredo de Hair é antiquado e não tem nada a ver com a realidade brasileira do século XXI... Mas narrar a história de pessoas livres de preconceitos, com objetivo de alcançar a felicidade, lutando pelas liberdades individuais e da coletividade se mostra pertinente em qualquer país, independente da época. Essa segunda opção parecer ter sido a espinha dorsal  da encenação para o texto de Gerome Ragni e James Prado, exibido pela primeira vez em 1967, e que agora chega aos palcos cariocas pelas mãos da dupla Charles Möeller e Claudio Botelho. A atual montagem começou a gerar repercussão antes mesmo de entrar em cartaz.  A produção parece ter resolvido assumir que Hair não é apenas uma peça de teatro, mas sim um forte produto da indústria do entretenimento.  Desde audições com clima de “reality show”, passando pela preparação dos atores  até a vend...

Crítica - Monólogos da Marijuana

 A  polêmica questão do uso liberado da maconha é o tema que move o espetáculo “Monólogos da Marijuana”, em cartaz no Teatro dos Quatro  até o dia 11 de agosto. Originalmente concebida como um “Stand-Up” onde os atores dispunham apenas de um banco para  apresentarem seus argumentos (formato esse que prevaleceu em todos os países que a peça havia sido encenada), “Monólogos da Marijuana” ganhou uma visão  diferente em solo brasileiro: Os personagens vão a um “hemp café” para  poder livremente falar e fazer uso da erva.  Tentam, cada um da sua forma, mostrar que não existe um padrão para os “maconheiros”.

Gypsy: os últimos dias de um clássico

   Nesse final de semana, dia 27/06,  o muscial “Gypsy” encerra sua temporada em solos cariocas.   Em cartaz desde 23 de abril,  o texto do espetáculo foi escrito em 1959 por Arthur Laurents, baseado no livro de memórias  da famosa stripper e atriz Gypsy Rose Lee,  lançado dois anos antes. A peça é considerada pelo New York Times como o maior musical americano. Um clássico da Broadway que  já está na sua sétima remontagem nos Estados Unidos. A versão brasileira tem a assinatura de Charles Möeller e Claudio Botelho; os maiores nomes do teatro musical brasileiro.  A peça traz uma discussão ainda muito pertinente nos dias atuais: Até onde é possível ir em busca da fama ? Vale tudo para realização de um sonho ? E possível superar as frustrações pessoais através do sucesso de terceiros ?

Palavra não é tudo - Crítica da peça "No Buraco"

Três atores representando histórias através de mímica, parcialmente tapados por um biombo.  Na verdade três “meios” atores, uma vez que só é possível vê-los da cintura para cima.  Assim pode ser definido o espetáculo “No Buraco” em cartaz no Teatro do Leblon.  A peça faz parte do repertório da companhia “Centro Teatral Etc e Tal”, que desde  1993 desenvolve um trabalho de humor teatral através da mímica.  A apresentação é composta por cinco esquetes cômicos, onde os atores não dão uma palavra o tempo inteiro. A voz - assim como a música - é inserida apenas para compor a sonoplastia e criar efeitos. Toda a comunicação se dá no âmbito das expressões faciais e corporais.

Crítica da peça "Dois perdidos numa noite suja"

Escrita em 1966 por Plínio Marcos “Dois perdidos numa noite suja” é uma das obras mais montadas do dramaturgo, tendo inclusive duas adaptações cinematográficas (uma dirigida por Braz Chediak em 1970 e outra de 2002, dirigida por José Joffily). Encenado em vários países, o texto é indiscutivelmente um dos clássicos do teatro brasileiro.  Em cartaz no teatro Vanucci (Shopping da Gávea) desde o dia 17 de janeiro de 2010, a atual montagem estreou em abril de 2008 em Lisboa e já passou por 50 cidades brasileiras.  Com direção de Silvio Guindane, o elenco é composto por André Gonçalves (no papel de Paco) e Freddy Ribeiro (como Tonho).  Passada no quarto de uma hospedaria onde os carregadores Paco e Tonho - marginalizados pela sociedade - discutem suas vidas numa história que nos permite refletir sobre a eterna luta do ser humano para se sobrepor ao outro. O texto expõe as vidas em  estado bruto; sem lapidações, de forma crua.