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Mostrando postagens com o rótulo Literatura Americana

Os Cães Ladram de Truman Capote

Truman Streckfus Persons(1924-1984), mais conhecido como Truman Capote, foi um escritor e jornalista norte-americano. Apesar de suas incursões pela ficção, foi um dos principais responsáveis pela popularização da não-ficção no século XX, sendo lembrado principalmente por sua obra A Sangue Frio, onde reporta o assassinato de uma família no estado do Kansas nos Estados Unidos. Por meio de uma descrição criteriosa dos fatos mas com uma análise que vai um pouco além do jornalismo usual, Capote se tornou mais conhecido por investir no jornalismo literário, variante onde o escritor tem papel muito mais significativo do que um simples relator de fatos.

Marley & Eu de John Grogan

A literatura atual assumiu características quase “didáticas”. As pessoas lêem os livros apenas para aprender sobre culturas ou situações diferentes ou aprimorar a si mesmo. Como ver isso? Livros de auto-ajuda são uma mina de ouro para escritores e um dos mais vendidos escritores atuais, Dan Brown, ficou conhecido não pela história primorosa ou por uma questão técnica, mas por colocar informações polêmicas em seu livro. Cada vez mais a literatura como arte parece despropositada, algo relevado apenas a uma elite intelectual. Mas esse cenário também nos revela surpresas agradáveis. Justamente por achar que os clássicos são cada vez mais destinado a cultura erudita e que a maior parte das minha resenhas  sejam sobre livros um pouco pesados ou mesmos estranhos a maioria das pessoas, vim escrever sobre um de que gostei bastante.

Jim Morrison por Ele Mesmo(Organizado por Alberto Marsicano

  Jim Morrison(1943-1971) foi um cantor e poeta americano, sendo um dos fundadores da banda The Doors. Além de ser um dos maiores ícones do rock, sua figura é idolatrada por todo o mundo tanto por sua inovação musical , criando o chamado Acid Rock, vertente mais crítica e com maior apelo político, quanto pela sua vida marcada pelos excessos e pela excentricidade. É realmente chocante que o filho de um almirante da Marinha Norte Americana, dotado de uma erudição surpreendente, tenha personificado e continua personificando a juventude rebelde. Participante de rituais indígenas com cogumelos alucinogénos, leitor voraz de Nietzsche, ator hardcore(característica que levou consigo para os palcos, no chamado Rock Teatral), entusiasta da cultura oriental(Light My Fire, uma de suas mais famosas músicas, tem partes compostas em Raga, sistema musical indiano). Todas essas pequenas matizes criam o retrato da juventude, da genialidade, talvez da loucura, à la Dorian Gray. Exagero encara-lo ...

O Grande Gatsby de F. Scott Fitzgerald

  Francis Scott Fitzgerald(1896-1940) foi um escritor americano e um dos maiores representantes da literatura estadunidense na época do entre guerras. A vida pessoal de Fitzgerald foi turbulenta, marcada por festas e excessos(fato evidente na sua obra, pois tinha uma gramática e conhecimento geográficos que deixavam a desejar, além de escrever sempre apertado pelos prazos). Sua geração, conhecida como geração perdida, se chocava de frente com os valores conservadores presentes nos Estados Unidos no período. Grandes bailes, embriaguez(tanto pelo álcool, proibido pela Lei Seca, quanto pela opulência), liberalidade e o boom econômico que precedeu o Crash da Bolsa de Nova York de 1929. Esse é o retrato que nos passa Fitzgerald da sua Era do Jazz, nome dado por ele. O maior mérito do autor é ilustrar essa época por O Grande Gatsby. Este trata da história de Jay Gatsby, jovem soldado que enriquece pelo comércio ilegal de bebidas para tentar conquistar o amor de Daisy, antigo amor de...

Caninos Brancos de Jack London

Jack London, pseudônimo de John Griffith Chaney, foi um escritor e jornalista americano do final do século XIX e início do século XX. Teve uma vida tumultuada e com várias aventuras, o que se reflete nos seus livros. Jack London Caninos Brancos conta a história de um lobo de mesmo nome no Wild, região do ártico onde a vida é escassa e selvagem. Aparentemente uma história simples e infantil, o crescimento de Caninos, se lido com atenção e abstração, pode ser tomado como o de um ser humano, lutando pela sobrevivência no meio de uma sociedade que ele odeia e rejeita, entrando num ciclo de ódio e solidão, tanto pelos seres humanos, os deuses que controlam a matéria quanto pelos outros caninos, que o rejeitam por ele ser diferente. As primeiras passagens no Wild, quando mostra a história da alcatéia de lobos e o início da vida de Caninos nos passa uma corrente de adrenalina ao resgatar nosso lado mais selvagem e instintivo. Só um único porém quanto ao livro: julgo que depois do aparecime...