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Mostrando postagens com o rótulo Textos Alheios

Democracia: Francesa ou Anglo-saxão

Vou republicar aqui um texto do site: ionline , sobre algumas diferenças entre a democracia nascida das revoluções populares europeias e americanas. por João Carlos Espada   Os nossos manuais escolares atribuem a origem das democracias ocidentais à Revolução Francesa de 1789. É frequente ouvir essa referência em debates públicos. No entanto, ela não é exacta. Em primeiro lugar, porque antes da Revolução Francesa ocorrera a Revolução Americana de 1776 e a Revolução Inglesa de 1688. Em segundo lugar, porque as democracias mais antigas e duradouras inspiraram-se na experiência americana e inglesa, não na francesa. Em terceiro lugar, porque o modelo francês inspirou sobretudo experiências radicais não propriamente democráticas: o republicanismo radical da América Latina e da I República portuguesa (1910-1926), bem como a revolução soviética de 1917.

Cuba antes da revolução

Viva a Revolução Hoje, se tudo correr bem, 52 presos políticos serão "libertados" na ilha prisão de Cuba, para melhorar nosso conhecimento sobre a real história cubana resolvi publicar aqui um trecho de um artigo publicado no Instituto LudWig , vejam: O mito popular é que Cuba era um país com uma economia desintegrada e que Fidel melhorou a vida dos cubanos.  Será? Nos meses seguintes à revolução cubana, por exemplo, o economista tcheco Radoslav Selucky visitou Cuba e tomou um susto:  "Pensávamos que Cuba fosse um país subdesenvolvido que tivesse apenas algumas refinarias de açúcar!", escreveu quando voltou a Praga.  "Mas não!  Quase 25% da força de trabalho de Cuba estava empregada na indústria, onde os salários eram iguais aos salários pagos nos EUA!"

Feliz Natal

Ainda há tempo para uma mensagem de Natal? Musicalmente, alguns preferem Tristão e Isolda, mas, em matéria de força dramática e riqueza de significado, a ária final de Wotan em As Valquírias, “Leb Wohl” (“Adeus”), é sem dúvida o cume da obra de Richard Wagner. Que é que isso tem a ver com o Natal? Espere um pouco e deixe-me relembrar a cena.

O socialismo mata

por  Carlos Alberto Montaner Swaminathan Aiyar é um notável economista indiano que fez um cálculo muito incômodo. Ocorreu-lhe medir o enorme preço que pagou a população da Índia por não ter feito antes a reforma econômica que hoje mantém seu país em um ritmo de crescimento que excede os 7% anuais, reduz vertiginosamente a porcentagem de pobres e melhora substancialmente a qualidade de vida dos mais necessitados. Os números são impressionantes: não ter feito a reforma com antecedência provocou a morte de 14,5 milhões de crianças, manteve 261 milhões no analfabetismo e outros 109 abaixo do limiar de pobreza. O estudo acaba de ser publicado pelo Cato Institute em Washington e se intitula  "O socialismo mata" .

Perguntas Inconvenientes

  Joel Pinheiro da Fonseca A conferência sobre o clima em  Copenhague já começou. E aí? Está cheio de esperança por um mundo carbon-free? Se você é um economista liberal, como eu, ou um amante da liberdade em geral, deve estar é muito apreensivo com o que aqueles burocratas vão inventar para aumentar seu poder e piorar nossa vida. Contudo, devo confessar, nutro no fundo da minha alma a singela esperança de que, como costuma acontecer nessas reuniões, cada um defenda o seu e no final nada mude. De minha parte, só queria que os ecochatos poupassem o meu ar. E não estou sozinho. É notório que entre os economistas o discurso ambientalista encontra  resistência. Não nos dando por satisfeitos em louvar a ganância e oprimir os pobres, fazemos questão de um mundo poluído e desértico. Ciência lúgubre  mesmo . Querem saber, na realidade, por que os economistas não aceitam o aquecimento global? É por causa de seu olhar cortante, que vê muito além do lado puramente científ...

"Amor sem controle"

Eu tinha o controle sobre ela. Ela fazia tudo que eu queria, sem reclamar e por isso eu a adorava. Ficava horas e horas olhando-a, muitas vezes sem piscar, só pra poder ficar perto dela. Ela então começa a falar, e como falava demais, eu não tinha tempo nem para debater ou conversar, só ouvir. O bom era que eu podia dormir e deixá-la "tagarelar" que ela nem se importava. Ela era demais e eu pensava com os meus botões - O que será que ela pensa com os botões dela? - Nosso amor era recíproco e por mais que os meus parentes e amigos a chamassem de quadrada e velha, eu não me "ligava" nisso. Eu ligava ela. Tudo estava perfeito quando, numa tempestade, ela começou a ficar estranha. Não conseguiria se expressar e ficava chuviscando. Eu, com minha esperança verde, a levei ao "médico" e este me disse - Está velha! Compre outra! - Foi duro pra mim perder a minha televisão.

"Abotoou o paletó"

Todos estavam desesperados! Por causa da despedida de solteiro o noivo já estava mais atrasado que a noiva. Sonolento, com muita enxaqueca, ele tenta se arrumar, mas ao ver que seria impossível sozinho, pede auxílio do mordomo. Neste dia, Alfred estava com conjuntivite, ou seja, olhos vermelhos e inchados o que não ajudava muito. Sendo o relógio um inimigo terrível, o noivo leva exatamente uma hora e meia pra se arrumar. O padrinho preocupado vai ter notícias e ao bater na porta é abordado pelo mordomo de olhos vermelhos. “E então? Como estamos?” pergunta apressado e recebe a seguinte resposta “O noivo acaba de abotoar o paletó”. O padrinho olha assustado e pede para que o mordomo repita e este confirma “O noivo abotoou o paletó”. O padrinho sai correndo e chega à igreja com a seguinte notícia “O noivo acaba de falecer!”. A confusão estava formada. Os convidados do noivo choravam e os da noiva iam consolá-los. O pai da noiva dizia “Meu dinheiro não será jogado fora, a igreja e o padr...

A Declaração de Praga

A Declaração de Praga condena o comunismo  por crimes contra a humanidad e O nacional-socialismo alemão converteu-se na cara exclusiva do Mal no mundo. As embaixadas da Alemanha e de Israel, assim como o imprensa, protestaram porque um museu de cera na Tailândia usou como anúncio uma reprodução de Adolf Hitler. Ninguém, entretanto, teria protestado se a imagem em questão fosse de Joseph Stalin. Inclusive é habitual cruzar-se com gente que leva orgulhosa em sua camiseta a cara de um certo terrorista denominado Che Guevara. A  Declaração de Praga  quer acabar com essa impunidade do comunismo. Onde há governo ou onde tratou de fazê-lo, o comunismo cometeu genocídios e matanças sem conta, como a  morte por fome  de ao menos sete milhões de ucranianos ou a matança de  Paracuellos del Jarama . A soma de mortos pelos criadores do Homem Novo supera os cem milhões de seres humanos. Todos conhecemos os campos de concentração do III Reich alemão mas, ao contrár...

Agora somos todos criminosos

Reproduzo aqui um texto de Radley Balko publicado e traduzido pelo excelente site OrdemLivre , apesar de tratar da realidade americana, coloca questões que são importantíssimas para o Brasil, mas que ao contrario do que acontece nos EUA, aqui ficam completamente esquecidas no debate nacional. "Não há forma de governar inocentes. O único poder do governo é o poder de reprimir criminosos. Bem, quando não há criminosos suficientes, criam-se criminosos. Tantas coisas são declaradas crime que se torna impossível que viver sem infringir nenhuma lei." — Ayn Rand Os crimes violentos nos Estados Unidos vêm diminuindo, universalmente, ao longo das últimas duas décadas. No início deste mês, o Departamento de Justiça anunciou que a incidência de estupros relatados atingiu o número mais baixo em 20 anos. Os homicídios estão diminuindo, assim como a violência juvenil e os crimes contra crianças. As taxas de criminalidade vêm caindo tão vertiginosamente desde o início dos anos 1990 ...

Inferno sobre a Terra

O Ocidente finge que não vê a violência e o desrespeito aos direitos humanos. Os que mais sofrem são os moradores de cidades menores nas províncias do norte da Coréia. Próximo a cidade de Wonsan, mais de 70% da população sobrevive comendo mingau de milho misturado com capim. Na montanhosa província de Kangwon moradores temem a escassez de alimentos na próxima primavera. Grande parte do problema está na campanha “150-day battle”, que tinha o objetivo de impulsionar a produção socialista e transformar a Coréia do Norte em uma nação poderosa até 2012. Isso fez com que os produtores se afastassem de suas terras. “Estamos sendo levados a nossa morte”, disse um deles. No sul de Hamgyong o governo ficou sem combustível para as máquinas pesadas obrigando os moradores a carregar pedras. Em Pyongan, donas de casa reclamam por serem forçadas a fazer luvas para trabalhadores, enviar carne para o exército e a coletar sucata. O mercado informal tornou-se uma opção para muitos. Mercados privados fo...

Totalitarismos mortos e vivos

O que a Veja não disse... LEONARDO BRUNO | 29 SETEMBRO 2009 MEDIA WATCH - OUTROS Os jornalistas ainda chegam a presumir que a ligação do movimento revolucionário com o narcotráfico na América Latina seria uma espécie de aberração, não uma parte essencialmente criminosa da militância comunista. Ou seja, os jornalistas santificam a esquerda e dão o aval de afirmar, categoricamente, que ela é partidária da democracia. Quando um grupo de delinqüentes skinheads é preso por apregoar idéias nazistas ou espancar gays nas ruas, alguns setores da imprensa dão uma intensa cobertura sobre o assunto e fazem alarde histérico sobre o suposto crescimento do nazismo. A coisa se torna até caricatural: alguns programas de TV convidam membros da comunidade judaica a falarem das experiências dos campos de concentração na Europa, como se a ameaça nazista fosse onipresente, como se o espantalho de Hitler ressurgisse das cinzas do bunker de Berlim, para restaurar o poder, na figura de alguns marginais ...

Dois rios

Composição: (samuel Rosa - Lô Borges - Nando Reis) O céu está no chão O céu não cai do alto É o claro, é a escuridão O céu que toca o chão E o céu que vai no alto Dois lados deram as mãos Como eu fiz também Só pra poder conhecer O que a voz da vida vem dizer Que os braços sentem E os olhos vêem Que os lábios sejam Dois rios inteiros Sem direção O sol é o pé e a mão O sol é a mãe e o pai Dissolve a escuridão O sol se põe se vai E após se pôr O sol renasce no Japão Eu vi também Só pra poder entender Na voz a vida ouvi dizer Que os braços sentem E os olhos vêem E os lábios beijam Dois rios inteiros Sem direção E o meu lugar é esse Ao lado seu, meu corpo inteiro Dou o meu lugar pois o seu lugar É o meu amor primeiro O dia e a noite as quatro estações Que os braços sentem E os olhos vêem E os lábios Sejam Dois rios inteiros Sem direção O céu está no chão O céu não cai do alto É o claro, é a escuridão O céu que toca o chão E o céu que vai no alto Dois lados deram as mãos Como eu fiz também S...

Entendendo nosso tempo

Como sempre Reinaldo Azevedo explicando o mundo. Há um aspecto freqüentemente pouco compreendido no que escrevo, e esta é uma boa oportunidade de aclarar as coisas. É evidente que o PT não inventou a corrupção e o desmando. Estes, na esfera pública, nasceram com a formação da primeira burocracia. Antes que volte aqui, uma digressão, mas sem largar, espero,o fio da meada. Dada a forma como entendo o mundo, digo mesmo que a tentação de fraudar as regras é tão humanamente explicável quanto a de criar novas regras. Equilibramo-nos entre esses dois extremos: regulação e transgressão. Nas sociedades bem-sucedidas no esforço de propiciar a seus cidadãos condições dignas de vida, a adesão às normas coletivamente pactuadas é alta; naquelas em que se cria a cultura da transgressão, os contrastes costumam ser evidentes — com, vejam que coisa!, os extremos de riqueza e de pobreza vivendo uma verdadeira orgia do descumprimento das leis. Os poderosos as descumprem no fausto e na abastança; os miser...

Colaboradores

Andarilho.NET tem a honra de abrir as portas para novos colaboradores, já a algum tempo esta necessidade era evidente, com a proximidade de 1mil acessos/mês era de se esperar que o portal se torna-se mais dinâmico, e agora com novos participantes os leitores poderão contar com posts em uma freqüência bem maior.

SERVOS DA GLEBA

Email de Nelson Ascher a Reinaldo de Azevedo. Para começar, acho ridícula essa afirmação segundo a qual regimes ditatoriais não podem ser comparados entre si, afirmação que se revela especialmente hipócrita quando parte de gente que, há dois meses e pouco, usava 60 vezes por minuto a expressão “proporcionalidade” no contexto da escaramuça de Gaza. Afinal, se é imoral comparar o número de vítimas, então o que conta mesmo é quem é o agressor (o Hamas) e quem o agredido (Israel). Deixando essa história de lado, porém, vale a pena lembrar que mesmo a justiça criminal comum tenta dimensionar comparativamente os crimes e atribuir-lhes penas proporcionais, de modo que, mantido todo o resto igual, quem tenha assassinado duas pessoas merece e recebe pena mais severa do que quem assassinou uma. Descartada a possibilidade de compararmos imperfeitamente coisas imperfeitas num mundo de imperfeições, resta-nos apenas dividir a humanidade entre anjos (que, por definição, não são humanos) e os demais,...