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Mostrando postagens com o rótulo Literatura

Dom Quixote

Diariamente de manhã, quando ia para faculdade e pegava um certo ônibus que passava em determinada rua, via sempre próximo à um poste um senhor muito peculiar que chamava minha atenção. Era um morador de rua que em sua carroça cheia de entulhos, montado com um porte digno da nobreza inglesa, lançava ao poste uma corda que lhe servia muito bem como arreio para seu cavalo imaginário, que inclusive ao meu ver parecia sempre muito temperamental, pois era-se preciso   sempre um carinho no pescoço do animal para acalmá-lo e quando não atendia aos mimos do dono uma maior força nos arreios para mostrar quem manda na situação era necessária. Sempre com sua pose distinta, com um ar satisfeito e com uma calma inabalável, eu o observava toda manhã esse senhor que apelidara então, muito adequadamente de Dom Quixote. Era sempre curioso vê-lo, alheio a tudo que ocorria em volta, os carros eram invisíveis, as pessoas, simples aldeãos, e se lhe ameaçassem oferecer ajuda ou dar esmola era uma ofens...

O início das novelas

Uma história ficcional contada "aos pedaços" com o objetivo de entreter o público. Essa foi a fórmula criada pelo jornalista Èmile de Girardin para ocupar o espaço disponível nos jornais e atrair mais leitores. Histórias do cotidiano contadas de uma forma que os leitores se identificassem com os personagens e aos poucos fossem "envolvidos" pela trama, cujas principais características eram o corte e a fragmentação.                                                                                         Assim nascia na França do século XIX o   folhetim.       A fórmula foi tão bem sucedida que acabou transformando-se na Europa em uma nova maneira de grandes autores publicarem seus romances, conseguindo uma penetração maior nas div...